quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Travessia


Enfrentei o pântano da solidão
E não morri de desilusão
Fervi meu sangue até não aguentar
Para o pântano atravessar !

Não há retorno,
Pois nenhum adorno
apagará as marcas que ficaram
por todos que sem querer
tramaram

Perdoem esse novo homem
Que um dia tentou amar
Tentou e tentou
Sem pensar em se machucar




sábado, 11 de agosto de 2012

Necessidade

Sufoquei-me com as próprias mãos
Entrelacei meu eu na solidão
Arranquei o que chamam de coração

Decidi andar na contramão

Erradiquei de forma falsa os sentimentos
Entreguei as vontades aos ventos
Deturpei os vários sentidos dos lamentos

E isso gerou um aumento;

de

Desilusão mesclada com Satisfação.

Permito-me desejar mais uma vez
Querer o que sempre não quis
Me esconder do que sempre fugi
e parar de correr.

Não para me satisfazer, mas;

Talvez para parar de me temer.


                                   R CAVALCANTE

sábado, 4 de agosto de 2012

Senti meu coração bater mais uma vez
Sabe, foi tão gostoso;
Não sei como ele fez
Mas, me senti poderoso

Foi como a primeira vez
que você o desacelerou
desencadeou
desatou
desenfreou;

O reanimou.
                     R. Cavalcante